
Caros Amigos
Como nossa vida hoje em dia é injusta. Um dia estamos alegres; no outro já estamos tristes. A cada dia que passa, grandes acontecimentos presenciamos. Recentemente, um acontecimento que nos causou tristeza foi o terremoto que houve na China, no qual mais de 55 mil pessoas morreram. Mas gostaria de estar citando um caso que ocorreu nesta semana comigo que me comoveu e fez meditar neste ponto sobre como a vida é injusta.
Era segunda-feira, dia 27. Depois de uma longa jornada de trabalho no jornal de minha cidade, fui para casa me aprontar para ir na faculdade. Como todo universitário tem uma vida agitada, tomei um banho rápido, comi um pedaço de pão e fui para o ponto pegar o ônibus que venho para Araçatuba. Mal cheguei ao ponto, e meu celular tocou. Era meu irmão Lucas, de 11 anos. Com a fala bastante agitada, me deu uma notícia que muitos já receberam e de imediato, nunca gostariam de receber: o falecimento de algum parente ou amigo.
Pois é, um grande amigo meu, chamado Alex, havia falecido naquele momento. Quando meu irmão disse isso, pensei que era brincadeira dele e pedi para que parasse com essas brincadeiras sem graça. Mas, ele me tornou a dizer que era verdade mesmo. Não estava acreditando nesta notícia que havia recebido. Não poderia ter acontecido isso com ele, que tinha uma vida pela frente. Mas, a brincadeira que estava achando ainda, era realidade. Minha tia, em seguida, ligou para mim dizendo sobre o falecimento dele. Entrei em estado de choque. Como poderia ter acontecido isso com ele, de apenas 16 anos? Havia conversado com ele no sábado e fiz até mesmo uma brincadeira com ele perguntando se no domingo ele estaria em São Paulo na Avenida Paulista.
Quando estava chegando à faculdade, meu amigo ligou para mim perguntando se já sabia do ocorrido. Em tom de lamento, disse que já sabia e que não estava acreditando nisso. Ao chegar da faculdade, fui com meu pai ao velório. Chegando lá, me aproximei do caixão em que ele estava, e não acreditava que ele havia falecido. Um menino saudável, que nunca fez mal para ninguém e que sim só o bem poderia ter morrido. Ultimamente, ele estava trabalhando com seu tio no corte de árvores de eucalipto, profissão essa que exercia há dois meses. Como seu pai havia sofrido um acidente de moto, ele estava trabalhando para sustentar sua família.
Ao chegar no velório, tive um aperto enorme no coração. Logo pensei na frase, título deste artigo meu: como a vida é injusta. Injusta no sentido de pessoas novas, com uma longa vida pela frente, perderem a vida. Assim como os familiares dele, eu e meus amigos estavámos desconsolados com isso. Por fim, chegou a hora do enterro, um dos momentos mais tristes. Ajudei levando o caixão até o túmulo. Quando fecharam a tumba, meu coração partiu. Me despedi dele, agradecendo pela amizade que tivemos e pelos momentos de descontração. Quero agradecer neste artigo, o conforto que recebi de meus amigos. Obrigado mesmo por este momento tão triste!!
Espero um dia rever novamente ele. O conforto que sinto é as palavras descritas em João 5: 28, 29 que diz: "Não vos maravilheis disso, pois vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais, ouvirão a sua voz, e sairão. Os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que fizeram coisas ruins, para uma resurreição de julgamento".