segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Prostituição Infantil: um sério problema nas cidades do interior



Caros Amigos,





Tem se tornado um sério problema o aumento da prostituição infantil nas cidades do interior paulista. A maioria das vítimas são crianças de 13 a 15 anos, onde o principal motivo que as mesmas entram para este "mundo" é a falta de condições financeiras que acabam passando com suas famílias.


Segundo balanço divulgado pelo Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Penápolis, a prostituição infantil e o uso de drogas, das mais variadas espécies, tiveram um aumento entre os jovens, de forma significativa durante o ano passado. O balanço anual foi divulgado e, segundo a coordenadora do órgão, Yolanda Barthmann Bachiega, oito adolescentes, uma delas com idade inferior a 13 anos, foram surpreendidas comercializando o próprio corpo.


A desestruturação do lar, aliado a problemas financeiros, segundo Yolanda, são os principais responsáveis por este acréscimo. “Infelizmente os familiares, em muitos casos, não se aperceberam que cabe a eles tomarem a rédea na conduta do lar”, afirmou. Sem o devido pulso firme dos pais, para a coordenadora, as crianças e adolescentes acabam encontrando facilidades para se aventurarem no mundo do crime.


Segundo Yolanda, os oito casos referem-se apenas aos que chegaram ao conhecimento dos conselheiros. “Muitos casos ainda não foram descobertos ou estão sendo investigados pela Delegacia de Defesa da Mulher”, sugerindo que o número de crianças, em especial do sexo feminino, que se prostituem ou consumem entorpecentes, seja bem maior.


Yolanda ressaltou que as adolescentes alegam como principal causa para entrarem na prostituição o comportamento familiar. “A falta de estrutura no lar, alegam as meninas, são as principais causas apontadas para que vendam o corpo”, explicou a coordenadora do Conselho Tutelar. Ainda de acordo com a coordenadora, muitas famílias, quando já não conseguem dominar a rebeldia dos filhos, levam o problema para as conselheiras.


“As mães dão a entender que ao passar o problema estão dizendo: ‘Toma que o filho é teu’, mas não entendem que a função de educar os jovens está com os pais. O dia que a família tiver o domínio sobre seus filhos, o convívio irá melhorar”, salientou. O relatório anual aponta ainda outra preocupação de violência contra os jovens. No período foram registrados 13 casos de abusos sexuais, onde os acusados em sua grande maioria eram pessoas da própria família ou do convívio familiar.


Estes são os dados fornecidos pelo Conselho:
Baixa freqüência escolar 170; Distúrbio de comportamento 05; Conflito familiar 158; Maus tratos familiar 125; Espancamento 10; Ato infracional 28; Solicitação de clínica (drogadição) 18; Prostituição 08; Tentativa de suicídio 0; Abandono 22; Trabalho infantil 01; Má conduta escolar 98; Abuso sexual 13; Fuga do lar 30; Detidos 08; Vaga escolar 43; Má conduta familiar 55 e Adolescentes sem limites 113.


Por mais que muitos possam culpar estas crianças por se prostituirem, vale lembrar que a culpa maior são das pessoas que financiam este crime, sabendo dos perigos e problemas que possam surgir. Para que estes dados possam ser diminuídos, é necessários que os órgãos competentes façam programas e projetos sociais que ajudem estas crianças a parar de se prostituir e que denuncie as pessoas que aproveitam para lucrar com este crime.



Enquanto não for feito nada contra isso, teremos pessoas que estarão financiando e outras que aproveitam a inocência destas crianças para tirar seu sustento, forçando as mesmas a praticat este ato repugnante e nojento.

Um comentário:

Natalí disse...

Parabéns pelo texto Ivan!!!!

Nota 1000!!

bjs bjs