Caros Amigos,
Nesta postagem quero destacar minha felicidade em ter um artigo publicado no site do Jornalista e apresentador do programa Manhã Bandeirantes, José Nello Marques. Confesso a todos que não acreditava que este meu artigo, intitulado como "O Brasil atrás das grades", seria selecionado para publicação.
Como sempre visito o site do José Nello Marques, no qual em uma postagem anterior fiz uma homenagem, o jornalista possui um tópico em seu endereço eletrônico chamado "colunistas", onde grandes nomes como Nelson Valente, Maurício de Souza Lima e outros intelectuais, decidi enviar este artigo que retrata a condição em que os detentos vivem.
Quando foi no outro dia, recebi o e-mail do José Nello me falando que eu poderia sim enviar e artigo que seria publicado em seu site e até mesmo pediu que eu escreve um pouco quem sou eu. Me senti até um pouco honrado com isso e estou compartilhando com todos este momento.
Depois disso, me tornei um grande amigo desta pessoa que é um grande exemplo para aqueles que pretendem seguir a carreira jornalística no rádio. Obrigado José Nello Marques pela oportunidade que você me concedeu e que sempre seja essa pessoa especial, que serve de grande exemplo para todos nós.
O site para vocês visitarem e conferirem o artigo em que escrevi é este: www.zenello.com.br na seção colunistas. Vale a pena conferir!!!
“O RÁDIO FOI E SEMPRE SERÁ O VEÍCULO MAIS RÁPIDO DE COMUNICAÇÃO ENTRE OS HOMENS”. Opinião própria e crítica sobre os acontecimentos mundiais, com destaque para o rádio, informando sobre programas e os bastidores deste importante veículo de comunicação. Obrigado e saudações.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Alegria de pobre dura pouco..e muito pouco mesmo
Caros Amigos,
Diz aquele ditado que "alegria de pobre dura pouco". Pois é, tive a confirmação desta frase neste final de semana comigo. Embora seja engraçada esta história que estarei contando a todos, para mim foi motivo de confirmação desta frase e de algumas conclusões. Muitos sabem que sou de uma família humilde. Minha mãe trabalha como merendeira na Prefeitura Muncipal de Penápolis e meu pai é mecânico em uma empresa privada aqui na cidade. Com muito esforço e com a ajuda deles, consegui adquirir uma coisa que há muito tempo eu gostaria de comprar: um computador.
Como a maioria das casas possui um computador, ou seja, 99,9%, apenas 1% (na qual eu estava incluído), não possui este aparelho que em nossos dias é muito importante, pois facilita o trabalho e como mostrou o professor José Marcos Taveira em suas aulas e no filme Duro de Matar 4.0, hoje somos dependentes da tecnologia. Pois bem, foi na quinta-feira, 25, em pleno horário de almoço que fui com a minha mãe na loja comprar o "brinquedinho" (para muitos isso vai parecer um momento cg, que é uma longa história, mas tudo bem).
Chegamos na loja e o vendedor, grande amigo meu de infância, foi me mostrando o computador. Confesso a todos que parecia uma criança quando ganha um brinquedo novo ao ouvir meu amigo falar que o computador tinha 2GB de memória e HD de 320 Dual Core (nome difícil este). Logo me interessei por ele e fechamos o negócio. O meu amigo disse que no sábado a tarde ele estaria em casa. O clima em casa estava numa tensão só. Até meu pai, que não sabe nada sobre computador estava ansioso com a chegada. No sábado a tarde, 27, o caminhão da loja parou em casa. "É o computador Ivan", disse meu irmão Lucas, de 12 anos, feliz da vida. Era mesmo o computador. O rapaz desceu com as caixas e logo fui colocando elas na mesa onde ficaria ele. Assim que o rapaz foi embora, logo fomos abrindo as caixas para começar o processo de instalação do mesmo.
Até aí todos estavam felizes. Por fim, terminei de instalar ele e chegou o tão esperado momento: ligar ele. Ao ligar ele, a luz acendeu, onde todos nós ficamos apreensivos. Mas algo, logo após que liguei ele, nos causou tristeza: não aparecia nada no monitor. Uma coisa até estranha todos nós achamos, mas continuamos tentando funcionar ele. Depois de várias tentativas, acabei apelando para dois amigos meus que trabalham e entendem muito bem de informática. Meu primeiro amigo me disse que o problema poderia ser com o fio que liga o cpu com o monitor. Já fiquei preocupado e minhas esperanças de poder mexer nele no final de semana já estavam descartadas. Por causa disso, tirei a conclusão da frase que "alegria de pobre dura pouco"....e muito pouco mesmo!!!
Você que está lendo deve estar pensando que chato deve ser isso. Confesso e todos que isto que aconteceu é muito chato, pois depois de muitos anos, fazendo esforço e economias para adquirir um computador, ele chega com defeito de fábrica. É como minha mãe disse que desta vez fomos muitos sortudos com isso!!! Por fim, meu segundo amigo veio em casa e disse que o cpu não estava conseguindo enviar as informações para o monitor. Constatei este problema, após levar o monitor na casa deste meu amigo e vermos que o problema era mesmo com o cpu.
A noite, conversando com o amigo meu que me vendeu o computador, expliquei a ele o problemae disse que teria que levar ele no outro dia cedo na loja. Este meu amigo me disse que poderia demorar de 20 a 30 dias para solucionar o problema. De 20 a 30 dias para solucionar o problema??? Eu que estaria com problema caso não fosse solucionado com urgência!!! Depois de muita conversa com o gerente da loja, ele pediu outro computador novo e me deu o prazo de sete dias para a entrega. Estou na torcida de que até sábado, 04, ele esteja em casa.
Enfim, termino aqui este post contando um pouco do que aconteceu comigo este final de semana e tirando minha conclusão de que alegria de pobre dura pouco...... e como diz o grande humorista Chico Anysio, interpretando o professor Raimundo com sua frase "e o salário ó", faço um plagio com esta frase dizendo "e a alegria de pobre ó!!!!"
sábado, 27 de setembro de 2008
Eterno Golias
Caros Amigos,
Assim como meu amigo Cláudio fez em seu blog uma homenagem a este grande humorista que nos deixou saudades, eu como um bom apreciador do humor brasileiro não podia deixar passar também esta data em branco. Todos nós somos dotados por uma grande qualidade: a alegria. Com isso, muitas pessoas usavam esta qualidade para proporcionar grandes gargalhadas, além de ser seu instrumento de trabalho.
Uma destas pessoas é Ronald Golias, que viera de família humilde, no qual hoje completa três anos de seu falecimento. Seu pai Arlindo Golias, fora fã do artista Ronald Colman, por isso o nome Ronald. Todavia, na hora do batismo de Golias, o padre implicou porque o nome não tinha vínculos com bílbia, então decidiu-se colocar o nome José Ronald Golias. Ronald Golias começou sua carreira artística nos anos quarenta participando de um grupo de acrobacias aquáticas, o Aqualoucos. Antes disso chegou a trabalhar como alfaiate e funileiro.
Nos anos cinqüenta, incentivado por seu amigo aqualouco Vicente Fiori, Golias ingressou no rádio onde conheceu Manoel da Nóbrega (pai de Carlos Alberto de Nóbrega) que logo a seguir o convidou para trabalhar no humorístico televisivo " A Praça da Alegria", na TV Paulista - Canal 5, em 1953. Pacífico, seu primeiro personagem marcante da televisão, apareceu em 1956 e tornou famoso o bordão "ô Cride fala pra mãe", que foi citado em música do grupo brasileiro de Rock Titãs dos anos 80. Esse bordão remete a cidade natal de Golias, São Carlos, pois o original era "ô Cride fala pra mãe que eu vou lá no Grêmio", (Grêmio Recreativo e Cultural Flôr de Maio), que é um clube social da comunidade negra da cidade.
Em 1967, apresentou na televisão seu personagem Bronco, que já fazia sucesso no cinema. Carlos Bronco Dinossauro estreou no humorístico "Família Trapo", da TV Record - Canal 7, de São Paulo, atual Rede Record, onde contracenava com Jô Soares, Ricardo Corte-Real, Cidinha Campos, Renata Fronzi e Otelo Zeloni e acabou se transformando no personagem mais divertido e popular do seriado. Teve uma filha chamada Paula, que o nome foi dado para homenagear Paulo Machado de Carvalho. Silvio Santos sempre foi um grande fã de Ronald Golias. Ao lado do animador, Golias participou do programa A volta ao mundo em 80 perguntas, numa fase em que relançou sua carreira na televisão, depois de ter se afastado alguns anos para cuidar de suas fazendas.
Nessa época, com o apoio de Silvio Santos ele criou novos tipos que aparecerem em quadros no programa dominical do apresentador e que ficariam igualmente famosos: o velhote Bartolomeu Guimarães, Isolda e o Profeta. Ao todo, a carreira de Golias é muito extensa. Conta-se em mais de cinqüenta anos de atuações em televisão, apesar de apenas dez filmes. Trabalhou nas quatro principais emissoras de TV do Brasil: Rede Globo no programa Superbronco, com Liza Vieira; atual Rede Record na Família Trapo; Rede Bandeirantes no programa Bronco; e no SBT, em A Praça é Nossa, SBT Palace Hotel, Escolinha do Golias e Meu Cunhado. Na emissora atuou também em especiais ao lado de Maria Tereza e Hebe Camargo. Na Rede Globo, em 2000, ao lado de Renato Aragão viveu um funcionário de hotel no especial humorístico sobre os 50 anos da televisão brasileira.
Nos anos recentes podia ser visto na emissora de Sílvio Santos, o SBT, em programas como "A Praça é Nossa", onde interpretava Pacífico, Profeta, Bartolomeu Guimarães e Isolda e no programa "Meu Cunhado", humorístico que ressuscitou seu personagem mais famoso, o Bronco, contracenando com Moacyr Franco, que era um de seus melhores amigos na TV desde que começaram a carreira. Faleceu vítima de infecção generalizada proveniente de infecção pulmonar, no Hospital São Luís na capital paulista, onde se encontrava internado desde o dia 8 de setembro de 2005. Foi sepultado no Cemitério do Morumbi.
A partir de 2007, o SBT passou a retransmitir a Escolinha do Golias com muito sucesso. Apoiado nesse sucesso do programa, a TV Bandeirantes também decidiu repassar o programa Bronco no mesmo ano.
Obrigado Ronald Golias pelas grandes gargalhadas que nos proporcionou, levando alegria aos lares brasileiros!!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
86 anos do Rádio no Brasil
Nesta quinta-feira, 27, comemora-se no Brasil o "Dia do Rádio". Apesar da primeira transmissão ter ocorrido no dia 07 de setembro de 1922, na comemoração do centenário da independência, com um discurso do então presidente Epitácio Pessoa - o veículo é homenageado no dia do nascimento de Roquete Pinto -fundador da primeira emissora do país (a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923), e considerado o "pai" do rádio brasileiro.
Mas será que há alguma coisa em se comemorar nesta data? Conforme reportagem do Portal IMPRENSA, no qual entrevistou a jornalista Marilu Cabañas, repórter do programa "Atenção Brasil", jornal transmitido pela Rádio Cultura, para ela, o dia deve servir para refletir sobre a profissão e o papel social do rádio. "A gente tem que comemorar e refletir. O rádio é um veículo excelente para trabalhar, mas nem sempre os profissionais conseguem exercer a função da maneira como sonhavam. Seria muito interessante se todos exercessem o papel social do jornalismo, e não são todas as chefias que entendem isso. Devemos pensar nosso papel como jornalistas dos meios de comunicação", diz.
A história deste grande veículo de comunicação começa em 1896, pelo italiano Guglielmo Marconi. Desde então, democratizou a informação e imperou sobre os espectadores de uma forma nunca vista antes. Com o advento da televisão, da internet e do celular, muitos pensaram que ele perderia sua primazia. Mas, segundo Marilu, o que acontece é exatamente o contrário. "A idéia futura é que a internet mescle todos os meios de comunicação: TV, texto, rádio. Essa é uma fusão que propicia o rádio. Agora ele pode ser ouvido em qualquer parte do mundo, a internet só dá um ganho a mais para o rádio".
No Brasil, a história do rádio começa em 1923 quando Roquete Pinto fundou a primeira emissora do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Era uma fase experimental do veículo, que com o passar dos tempos, veio ganhando destaque e o gosto dos brasileiros. De lá pra cá, grande mudanças vieram acontecer neste veículo: das interferências e ruídos dos primeiros aparelhos de rádio(pesados, enormes e a válvulas), aos pequenos, leves e modernos rádios de transistores. Em 1968, surgiram as primeiras emissoras de frequência modulada (FM).
Para várias pessoas, inclusive eu, o rádio se tornou e é até hoje, um dos grandes "companheiros" nas horas de solidão ou em qualquer hora. Antigamente não se podia carregar o rádio para onde fosse, mas com os avanços da tecnologia, os famosos "ruídos" sumiram e novos formatos de programas são feitos, sendo assim que qualquer pessoa que possui um veículo como este, que até cabe na palma da mão, pode sintonizar e acompanhar seu programa preferido.
Com isso, termino este post com estas palavras que encontrei no site do Jornalista e Radialista José Nello Marques: "O Rádio foi e sempre será o veículo mais rápido de comunicação entre os homens". E podem ter a máxima certeza de que o Rádio nunca acabará porque sempre surgirão novos adeptos a este veículo que é o companheiro de todos.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Crônicas de Repórter
Caros Amigos,
Neste post quero destacar o grande livro de Pedro Bial, intitulado como "Crônicas de Repórter", no qual tive a honra de ler há algum tempo, onde gostei muito e deixo como sugestão de leitura para aqueles que sempre vistam esta página.
Pedro Bial, experiente jornalista nos conta tudo que viveu na frente e atrás das câmeras em Crônicas de Repórter. Este é seu segundo livro pela editora - o primeiro foi "Leste Europeu, A Revolução ao Vivo". Com um texto leve, preciso e direto, o ex-correspondente estrangeiro da Globo divide com o leitor a adrenalina da profissão de repórter. Acontecimentos e emoções que o olho frio da câmera nem sempre revela.
Tratando de temas diversos, como a sua vida em Londres, a volta ao Brasil e, principalmente, o seu trabalho como correspondente internacional, Bial capta em sensíveis flashes o cotidiano de quem vive atrás da notícia. Suas crônicas - uma parte delas já publicada no Jornal da Tarde, de São Paulo - nos remetem para acontecimentos marcantes de nossa época: a Guerra do Golfo, o horror em Sarajevo, a batalha do Parlamento Russo em 93, entre outros.
Não é fácil sair por aí a procura de uma reportagem. A pessoa que escolher a profissão de jornalista deve se conscientizar de que passará por situações em que poderá pôr em risco a própria vida. Passar por aventuras é bom, mas não quando se está à frente do perigo, como muitas vezes Pedro Bial passou. Nascido em 29 de março de 1958, Bial formou-se em Jornalismo pela PUC do Rio de Janeiro, em 1980. Em 1981, entrou para a Rede Globo, por meio de um curso de formação em telejornalismo. Substituiu a apresentadora Leda Nagle nas entrevistas especiais de sábado, para o jornal Hoje, em 1983.
Um ano depois, Bial entrou para a equipe do Globo Repórter como jornalista exclusivo. A experiência durou até 1988. No mesmo ano, foi chamado para assumir o cargo de correspondente internacional, em Londres. Totalizaram-se oito anos só de viagens ao redor da Europa, anos em que o repórter passou por diversas experiências. Em Crônicas de Repórter, Bial retrata diversas situações que muitas vezes a própria mídia não pode mostrar. São histórias divertidas, emocionantes e trágicas.
Durante o tempo em que trabalhou no exterior, Bial acompanhou os acontecimentos mais importantes da segunda metade do século XX, como a queda do Muro de Berlim (1989) e a Guerra do Golfo (1991). Nesta, Bial entrevistou um grupo de beduínos, no deserto da Jordânia. No final da entrevista, eles o convidaram para jantar. A tradição é comer carneiro assado servido dentro do olho do mesmo e o jantar seguiu a regra. Bial não teve escolha; sentiu-se constrangido, mas experimentou. O repórter conta que as mulheres em Teerã precisam estar cobertas e sem nenhum tipo de maquiagem quando saem às ruas.
Do contrário, os maridos podem ser castigados. Neste caso, Bial encontrou duas mulheres, mãe e filha, que estavam cobertas, porém com unhas pintadas de esmalte vermelho. Os guardas retiraram-nas do local e as maltrataram. Esse é apenas um dos exemplos que muitas vezes a mídia não mostra. O livro é muito bom para quem é curioso e gosta de conhecer a vida em outros países. Porém, o autor comete muitos vícios de linguagem e até mesmo alguns erros grotescos. Muitas crônicas são interessantes, mas em algumas Bial não soube utilizar o jargão jornalístico.
Bial deixa claro em seu livro não estar arrependido de ter sido correspondente internacional da Globo, principalmente porque viu quão bom é estar em um lugar certo, no momento certo, para fazer uma reportagem. Refletindo sempre sobre a cobertura dada a estes fatos pela imprensa internacional, o livro vale como uma verdadeira aula de jornalismo. Crônicas de Repórter - um pouco do mundo em suas mãos.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
O Brasil que vale ouro

Caros Amigos,
Quero destacar neste post os verdadeiros atletas que fizeram toda a nação brasileira vibrar a cada ouro conquistado. Trata-se dos atletas portadores de deficiências que nos deram grandes liçoes de vida, mostrando que mesmo com empecilhos pelo caminho, com muita garra e determinação, conseguiram enfrentar todas as barreiras. Com duas medalhas, uma de ouro e uma de prata, no último dia de competições dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, a delegação do Brasil encerrou sua participação na nona colocação no quadro de medalhas e garantiu o melhor desempenho do país em uma edição de Paraolimpíadas.
Dessa maneira, o Brasil encerrou os Jogos Paraolímpicos de Pequim com 16 medalhas de ouro, 14 de prata e 17 de bronze, entre os 10 melhores do quadro de medalhas e superando o desempenho de Atenas-2004, onde o país chegou 14 vezes ao lugar mais alto do pódio. Este foi um dos melhores desempenhos dos atletas em Paraolimpíadas. Com número recorde de atletas, 188 no total, o time brasileiro faturou 47 medalhas nos Jogos Paraolímpicos de Pequim.
Diferente do que fez nas Olimpíadas 2008, em que chegou à competição com um recorde no número de atletas, mas não conseguiu os feitos mais expressivos em todos os tempos, o Brasil cumpriu as expectativas na edição deste ano da Paraolimpíada de Pequim, para os quais encaminhou uma delegação de vencedores. O destaque desta grande façanha é do nadador Daniel Dias, o "Phelps" da natação brasileira. Daniel conquistou grandes medalhas, além de quebrar recordes mundiais.
Isso não deixa de ser um feito espetacular, pois esses resultados são conseguidos através de muito esforço e superação em um país que não apoia o esporte como deve, em especial aos deficientes. Aliás, assistir às Paraolimpíadas é ver exemplos de determinação, garra, coragem e superação, independentemente da modalidade. Apesar de possuírem limitações físicas, como pessoas e atletas, eles não têm limites.
Parabéns a todos os atletas que emocionaram a todos os presentes e a todos nós pelas conquistas, nos deixando grandes lições de que nunca devemos desistir de nosso objetivos!!!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
A crise financeira dos EUA
Caros Amigos,
A crise que afeta o mercado hipotecário dos EUA é decorrência da crise imobiliária pela qual passa o país, e deu origem, por sua vez, a uma crise mais ampla, no mercado de crédito de modo geral. O principal segmento afetado, que deu origem ao atual estado de coisas, foi o de hipotecas chamadas de "subprime", que embutem um risco maior de inadimplência.
O mercado imobiliário americano passou por uma fase de expansão acelerada logo depois da crise das empresas "pontocom", em 2001. Os juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano) vieram caindo para que a economia se recuperasse, e o setor imobiliário se aproveitou desse momento de juros baixos. A demanda por imóveis cresceu, devido às taxas baixas de juros nos financiamentos imobiliários e nas hipotecas. Em 2003, por exemplo, os juros do Fed chegaram a cair para 1% ao ano.
Em 2005, o "bom" no mercado imobiliário já estava avançado; comprar uma casa (ou mais de uma) tornou-se um bom negócio, na expectativa de que a valorização dos imóveis fizesse da nova compra um investimento. Também cresceu a procura por novas hipotecas, a fim de usar o dinheiro do financiamento para quitar dívidas e, também, gastar (mais). As empresas financeiras especializadas no mercado imobiliário, para aproveitar o bom momento do mercado, passaram a atender o segmento "subprime".
O cliente "subprime" é um cliente de renda muito baixa, por vezes com histórico de inadimplência e com dificuldade de comprovar renda. Esse empréstimo tem, assim, uma qualidade mais baixa ou seja, cujo risco de não ser pago é maior, mas oferece uma taxa de retorno mais alta, a fim de compensar esse risco. Bancos como Citigroup, UBS e Bear Stearns têm anunciado perdas bilionários e prejuízos decorrentes da crise. Entre as vítimas mais recentes da crise estão as duas maiores empresas hipotecárias americanas, a Fannie Mae e a Freddie Mac.
Consideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, "tão grandes e tão importantes em nosso sistema financeiro que a falência de qualquer uma delas provocaria uma enorme turbulência no sistema financeiro de nosso país e no restante do globo", no dia 7 deste mês foi anunciada uma ajuda de até US$ 200 bilhões. As duas empresas possuem quase a metade dos US$ 12 trilhões em empréstimos para a habitação nos EUA; no segundo trimestre, registraram prejuízos de US$ 2,3 bilhões (Fannie Mae) e de US$ 821 milhões (Freddie Mac).
Menos sorte teve o Lehman Brothers: o governo não disponibilizou ajuda como a que foi destinada às duas hipotecárias. O banco previu na semana passada um prejuízo de US$ 3,9 bilhões e chegou a anunciar uma reestruturação. Antes disso, o banco já havia mantido conversas com o KDB (Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul, na sigla em inglês) em busca de vender uma parte sua, mas a negociação terminou sem acordo.
Obs: dados retirados do site Folha de São Paulo
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