terça-feira, 12 de outubro de 2010

A história da Máfia Italiana através do filme O Poderoso Chefão


Caros Amigos,


Após meses sem atualizar este blog, volto a esta página cheio de alegria e com uma grande missão que é comentar sobre um dos filmes que assisti durante o período que fiquei inativo e gostaria de compartilhar com todos. E para os especialistas em filme e cinema (coisa que estou aprendendo aos poucos analisar) falar de um assunto apenas que foi transmitido por meio das telas é um pouco dificil.


Mas nesta postagem quero descrever um filme que me impactou bastante e tenho certeza que fará você ficar curioso em assisti-lo. Trata-se do filme "O Poderoso Chefão" (em inglês "The Godfather"), que conta a saga da família Corleone, comandada por Don Vito Corleone (interpretada pelo grande ator Marlon Brando no 1º filme e All Pacino no 2º e 3º). O filme, inspirado num romance homônimo de Mario Puzo e acabou se tornando mais conhecido que o próprio livro traz a história de como era a máfia italiana nos Estados Unidos.


O Poderoso Chefão, dividido em três partes foi eleito como o melhor filme da história dos Oscars por leitores do consagrado jornal americano New York Times e em quase todas as listas dos mais preferidos pela população, já que todo o enredo foi bem escrito e dirigindo, mostrando ao mundo grandes talentos como All Pacino (Michael Corleone), Robert de Niro (Don Vito Corleone no segundo longa), Diane Keaton (Kay Adams), entre outros artistas.


A primeira parte do filme foi produzida em 1972, se tornando um marco na história do cinema e um fenônemo cultural que arrecadou mais de US$ 100 milhões. O enredo se baseia onde Don Vito Corleone, chefe da mafiosa família Corleone, apadrinha várias pessoas fazendo favores a elas em troca também de pequenos favores. Mas com a chegada das drogas, outras famílias mafiosas começam mexer neste ramo ilegal e exigem que Don Vito Corleone participe também, mas ele se recusa.


Em certo momento no filme, o chefe da mafiosa família Corleone acaba sofrendo um atentado, iniciando uma guerra entre as famílias. Seu filho Michael Corleone (All Pacino), que até então não era envolvido nos negócios da família vê a necessidade de dar seu apoio em preservar todo o patrimônio construído por anos, em especial pela morte de seu pai (não pelo atentado mas sim por problemas de saúde), se tornando assim o chefe da família mafiosa. Esse longa ganhou cinco Globos de Ouro e recebeu 11 indicações ao Oscar, levando três estatuetas como melhor filme, melhor ator (Marlon Brando) e melhor roteiro adaptado. Além de Marlon e All Pacino, participaram desta primeira parte os atores James Caan, Robert Duvall e Diane Keaton.


A segunda franquia é de 1974, onde mostra como foi a chegada de Don Vito Corleone (interpretado por Robert de Niro), vindo da Sicilia na Itália aos Estados Unidos, por volta de 1900 e dá prosseguimento a saga da família, agora comandada por Don Michael Corleone, expandindo ainda mais os negócios da família. Este segundo filme, assim como o primeiro recebeu 11 indicações ao Oscar e conquistou seis estatuetas como Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Robert de Niro), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora, além de ter recebido também seis indicações ao Globo de Ouro.


Já o terceiro longa é de 1990 e mostra o envelhecimento de Don Michael Corleone, a busca de legitimar os interesses da família, obtendo ajuda do sobrinho Vicente Mancini, interpretado pelo ator Andy Garcia e a tentativa de consolidar uma aliança com o Vaticano. Esse longa recebeu sete indicações ao Oscar e também a sete do Globo de Ouro.


É importante lembrar também que várias frases do "O Poderoso Chefão" marcaram a história do cinema como:

"Nunca odeie seus inimigos. Isso afeta seu julgamento"

"Vou-lhe fazer uma proposta que não pode recusar"

"Mantenha seus amigos por perto e seus inimigos mais perto ainda"


Portanto, vale a pena assistir ao filme que conta um pouco da história da máfia italiana, onde o telespectador acaba torcendo a favor dos mafiosos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tristeza e luto no humor brasileiro e na Praça é Nossa


Caros Amigos,


Mais uma vez o humor brasileiro e o o velho e querido banco da Praça é Nossa está vazio. Morreu nesta segunda-feira, 07, aos 68 anos de idade o humorista Viana Júnior, que ficou conhecido por interpretar o famoso Apolônio. Ele faleceu em sua residência, situada no Itanhaém, no litoral paulista.



O humorista morreu de insuficiência múltipla de órgãos. Ele estava afastado do velho e querido banco do programa A Praça é Nossa nos últimos anos por motivos de saúde. Viana sofria de ataxia cerebelar, uma doença que lhe impedia o controle sobre os seus movimentos musculares.

O comediante ganhou fama após contracenar com a Velha Surda, interpretada por Rony Rios, falecido em 2001. Fica registrado, por meio deste blog, nossos sentimentos pela perda de mais um grande humorista brasileiro. O programa A Praça é Nossa perde mais uma estrela e o velho e querido banco fica mais vazio com o falecimento deste ícone.

Para nós, só nos resta a saudade e os vídeos onde Viana Júnior arrancou várias gargalhadas da platéia e dos telespectadores que até hoje acompanham o programa. E para matarmos saudades deste grande e eterno humorista, abaixo segue dois vídeos em que contracenou com o saudoso Rony Rios, a eterna Velha Surda:










Obrigado Viana Júnior pelas boas gargalhadas que nos proporcionou!!!

domingo, 23 de maio de 2010

Túnel do Tempo: o passado de presente - Éramos Seis


Caros Amigos,


Depois de um tempo sem atualizar o blog, estamos de volta trazendo a opinião sobre os acontecimentos mundiais e lembrar fatos e programas que marcaram época. Desta vez, vamos matar saudade um pouco desta novela, que por três vezes, em 1994, 1996 e 2001 foi passada no SBT.

Trata-se da novela "Éramos Seis", um sucesso que abalou e emocionou muitos telespectadores, já que foi uma das novelas bem feitas, trazendo além dos pontos que destaquei acima o divertimento e uma história que tocou muitos corações.

No papel central da eterna e querida Dona Lola, interpretado pela grande atriz Irene Ravache, o enredo é baseado numa família que viveu nos anos de 20 a 40 na Vila Angélica, centro de São Paulo, a grande capital paulista. Durante a novela, muitas alegrias, angústias, emoções e a convivência social foi acompanhada por quem teve o grande privilégio, assim como este blogueiro de ser um telespectador.

Mas muitos podem se perguntar o porque do nome da novela ser "Éramos Seis"? A escolha deste nome é em virtude da família de Dona Lola ser em seis pessoas, entre ela, o marido Júlio e os filhos Alfredo, Julinho, Carlos e Maria Isabel. Durante o enredo da novela, Júlio acaba falecendo e os filhos de Dona Lola vão viver a vida de casados, com exceção de Carlos que foi baleado no estopim da Revolução de 1932, outro ponto bastante abordado na novela.

Este é apenas um resumo de como foi esta novela que marcou época e até os nossos dias é lembrada por aquelas pessoas que acompanharam ou pelas que apenas souberam que foi transmitida e graças ao avanço da internet, como o Youtube, podem acompanhar alguns capítulos que foram resgatados e comprovar o quanto esta novela foi considerada como uma das melhores tramas já produzidas.

E para matarmos saudade, inclusive causando emoção a todos nós, sem a exceção deste blogueiro que quando recorda alguns trechos as lágrimas acabam escorrendo pelo rosto, vamos relembrar a abertura da novela e um dos momentos marcantes da novela que foi quando Dona Lola orava após a decisão de ir para o asilo, já que seus filhos não queriam ela em suas respectivas casas. Vamos ver e matar saudade um pouco:




sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ayrton, você ainda não saiu de Senna!!


Caros Amigos,


No último dia 01 de maio, onde se foi comemorado o Dia do Trabalho, homenageando a todos os trabalhadores que cooperam com a economia de nosso país, esta data nos causa tristeza e saudade ao lembrar da morte de Ayrton Senna, que completou 16 anos, nos deixando boas lembranças de suas conquistas.

Este foi um momento que está em nossas lembranças, pois nunca uma multidão acompanhou com tanta atenção o velório, seja no rádio ou na TV num silêncio tão profundo. Com reverência, respeito, amor e saudade as pessoas davam adeus ao grande ídolo brasileiro que se imortalizou pelas conquistas e alegrias que nos dava todos os domingos pela manhã. Era sensacional acompanhar a Fórmula 1 e ver a garra, talento e determinação de Ayrton nas pistas. Todos nós sentimos muito orgulho.

Cada um teve seu estilo de dar adeus a Ayrton. Muitos se embrulharam na bandeira brasileira, o fá se vestiu de piloto, a criança imitou o campeão, o devoto foi corajoso deixando um beijo de homem para homem. O punho erguido mostrou que só o orgulho era maior que a tristeza que todos sentiam neste momento difícil que alguns presenciaram. Mas, mesmo nestes 16 anos lamentarmos a morte de Ayrton, não podemos esquecer que este eterno piloto mostrou a sua bondade fora das pistas, ajudando entidades como o Instituto Ayrton Senna que leva o seu nome, dando a crianças de diferentes raças uma nova perspectiva de vida.

Obrigado Ayrton pelas alegrias que nos proporcionou. Como você mesmo dizia: "Guiei o que podia e o que não podia. Foi a corrida da minha vida" e você sempre será o piloto brasileiro em nossas vidas que nos deu muito orgulho. AYRTON, você nunca saiu de SENNA!!!



quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Praça é Nossa completa 23 anos de sucesso


Caros Amigos,


Um banco, um senhor lendo jornal e vários personagens irreverentes que passam próximo a este senhor e param por algum momento para conversarem sobre determinado assunto ou simplesmente contar uma história no qual foram os "atores" principais. Este cenário típico de uma praça faz, por 23 anos a alegria de várias gerações, despertando risos entre crianças, adultos e idosos, ganhando assim a cada aniversário o prestígio, carinho e confiança de seus telespectadores.

Ao falarmos de humor, não podemos esquecer de mencionar o histórico da família Nóbrega e a "Praça da Alegria". A ideia do programa surgiu em 1957, quando Manoel de Nóbrega criou o programa ao reparar um senhor que sentava em um banco de uma praça na Argentina. Este cidadão lia sempre um jornal e conversava com diferentes tipos de pessoas, o que despertou a ideia em Manoel de idealizar um programa humorístico deste gênero, sucesso que foi garantido até 1970.

Mas a "Praça da Alegria" ficou de luto com a perda de seu idealizador, deixando como seu sucessor Carlos Alberto de Nóbrega, filho único que deu continuidade ao programa pela Rede Bandeirantes na década de 80. Na Bandeirantes o programa obteve sucesso, já que a Rede Globo, último canal em que Manoel trabalhou não quis reaproveitar Carlos Alberto de Nóbrega.

Mesmo o programa indo bem, o destino acabou aproximando a família Nóbrega de um velho amigo, que por muitas vezes ajudou o idealizador, conforme Carlos Alberto em seu livro "A Luz que não se Apaga" destaca em um capítulo a ele: Silvio Santos. Ele fez uma proposta para Carlos Alberto para que o programa fosse feito em sua emissora, o SBT, sendo aceito de imediato. Silvio Santos ainda deixou que o sucessor de Manoel montasse um excelente exemplo, a fim de que "A Praça é Nossa" trouxesse lembranças de seu idealizador Manoel de Nóbrega, no qual Silvio Santos tinha grande afinidade e um carinho especial.

Ao se passar 23 anos de sua estréia, o programa completa neste dia 06 mais um ano no ar. E durante todo este período, naquele velho e querido banco já passaram ótimos artistas como Ronald Golias como o Pacífico e Bronco, Rony Rios como a eterna Velha Surda, Consuelo Leandro como Cremilda a mulher do Oscar, Alfreda e Lola repórter, Rony Cócegas interpretando o saudoso Cocada, Maria Tereza como Fofoqueira, Jorge Lafon atuando como Vera Verão e muitos outros que já não estão mais com nós, mas foram eternizados por todos nós pelas grandes atuações e o reconhecimento popular.

Enfim, novos e velhos atores, como Moacir Franco (Jeca Gay), Canarinho, Jorge Loredo interpretando o galã Zé Bonitinho, Caixeiro do Riso, Dapena, Walmir o ex-gay ainda sentam no velho e querido banco da Praça mais querida pelo Brasil, fazendo ainda mais o humorístico do programa brilhar.

Parabéns ao programa que completa mais um ano no ar e que as boas e velhas piadas sejam sempre respeitadas e tornem motivo de risada pelo público. Afinal, a Praça é muito nossa!!!






domingo, 11 de abril de 2010

O mestre do humor Chico Anysio faz aniversário


Caros Amigos,


O Brasil é um país rico na questão de talento. Seja na cultura, futebol, comunicação, humor, entre outras áreas estes profissionais dedicam boa parte de sua vida, levando alegria e informação para a população, abrilhantando ainda mais nossa cultura brasileira. E falando na questão do humor, onde estes artistas que levam a arte com maestria e respeito as situações da política e do cenário mundial com alegria, valorizando assim toda a capacidade deste povo inteligente.


E nesta segunda-feira, 12 de abril, um dos ícones do humor está comemorando mais um ano de vida. Trata-se do grande mestre Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, o popular Chico Anysio, que completa 79 anos de vida. Este grande humorista iniciou sua carreira na Rádio Guanabara do Rio de Janeiro como comentarista de futebol, radioator, entre outros papéis. A partir dos anos 50, Chico Anysio trabalhou em outras emissoras de rádio, tendo a sua estréia na TV em 1957 pela TV Rio no programa Noite de Gala.

A partir daí, este ícone do humor não parou mais, ganhando a confiança e o carinho dos telespectadores com seus eternos personagens que se fossemos colocar nesta postagem, faltaria espaço para nomear. Mas, além de homenagear este artista, precisamos destacar infelizmente que ele vem sendo mais um ignorado na lista da cultura, que é a indiferença.

Chico Anysio, assim como outros artistas que durante todos este anos fez pessoas rirem ou chorarem são ignorados pela grande mídia, que simplesmente julga como "inúteis no mercado", tendo esta lógica reacionária e "imbecil' de que a experiência é sinônimo de idade ultrapassada. E este ícone do humor, um homem de tantas piadas inteligentes e personagens inesquecíveis, está além do posto que merecia, afinal a emissora que traz programas como o BBB e usa como apelo seios e quadris no humor esquece de Chico Anysio, que não precisa de apelação e malícia para fazer as pessoas rirem, já que seu humor é regado por palavras e personagens irreverentes.

Chega ser até um apelo por este blogueiro, mas é lamentável ver que este homem que animou muitos lares brasileiros por meio das telas tem implorado para retornar aos programas humorísticos, aparecendo em algumas partes do programa que antigamente chegou a ser engraçado, o Zorra Total da Rede Globo. Já que esta emissora não está dando valor em seus artistas, vamos matar a saudade de alguns quadros e personagens interpretados por Chico Anysio aqui neste blog, começando com a abertura da eterna Escolinha do Professor Raimundo:



Agora vamos matar saudade com mais um dos quadros que Chico Anysio participava como o Vampiro Brasil:



E para finalizar, um dos personagens mais interpretados por Chico Anysio e que até hoje é lembrado por todos nós, Alberto Roberto:



Entre estas e outras, Chico Anysio é show de bola!!! Parabéns mestre do humor!!!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Rádio promissense está de luto


* Com informações da jornalista Silvana Lícia Pereira

Caros Amigos,
O município de Promissão perdeu na madrugada desta terça-feira (06), Antonio Carvalheira, conhecido carinhosamente como Saponga. O radialista comandava o Manhã Sertaneja, das 06 às 8h30 nas manhãs, pela Rádio Cultura AM, atuando na emissora há 39 anos e já tendo trabalhado no Fórum local como Oficial de Justiça.


O radialista destacava-se pela irreverência e alegria com que conduzia o programa, animando os promissenses com bordões como: “Bom dia, meus pezinhos de alface”, “Ohh dona de casa, tira esse barrigudo da cama, joga um balde d’água fria nele, tá na hora de levantar”, “Passarinho não deve nada a ninguém e já tá acordado”, “Ohh molecada, levanta, coloca o tênis no pé e o boné na cabeça e vai para a escola”, e os que ficaram conhecidos além dos territórios promissenses “O tendel que não dá esmola não vai para o céu” e “Piou a Jurupoca” (este último se tornando até trecho de uma música de Daniel).

Antonio Carvalheira era casado há 46 anos com Ivete, tinha 5 filhos e 5 netos. O corpo está sendo velado no Velório Municipal, com sepultamento previsto para às 17h30. Com seu jeito todo peculiar de ser, Saponga deixará muitas saudades e estará sempre na memória de todos que um dia já o viram ou o puderam ouvir. O sentimento é de perda. Problemas de saúde levaram mais uma querida voz do rádio.

Obrigado Saponga!!!